segunda-feira, 29 de outubro de 2007

loota em Riga

Já havia feito um teaser na última intervenção sobre Riga, Letónia. Primeiro convém dizer que fui lá exibir (por outras palavras, participar numa exibição... deixemo-nos de coisas: foi a primeira bienal de design de Riga) o projecto em que estive envolvido (também já aqui falei dele... tem um videozinho e tudo!) há um ano em Rovaniemi, sob o auspício do Only Planet da Nokia. Correu bem. Quero dizer, já não tenho paciência para me chatear muito... e como era a primeira empreitada para a organização, o relaxado e sereno portugalilainen perdoou tudo!
A menina do forcado acompanhou-me e, com a Liisa, uma das finns do projecto, e a Young-Hye, a coreana do outro trabalho, estivemos 3 dias a "massacrar" o staff para que a loota se apresentasse como não havíamos planeado... sim, "mea culpa", mas o planeado acabou por sofrer algumas melhorias não previstas (que diabo, se é para melhorar, que interessa se estava "previsto"?)

O evento teve lugar num espaço/zona suspeitos... um
porto abandonado, em concurso para recuperação urbana, que alguém tratou de classificar de alternativo (ou o que quer que isso signifique). Primeiro tive receio da falta de rigor, mas, quando a ministra da cultura letã (ou letona? Alguém me ajuda?) surgiu na inauguração a discursar... continuei com receios! Receei que aparecesse a fulana desnudada a correr pelo palco, como havia feito há uns anos, num jogo da bola contra Portugal. Não apareceu. O que não quer dizer que a inauguração não tenha sido atribulada: os convidados invadiram o espaço da inauguração antes do previsto (quem abriu a porta à Berta?) e, literalmente foram enxotados para fora, quer se tratasse de ministro, jornalista ou "olheiro"... Cumpridas as formalidades que se impunham, lá invadiram o espaço novamente e era vê-los a "mudarem" de sala quando lhes cheirou a tintol! Exposição? Bienal? Design? Ah... interessa é vinho!
Depois da inauguração a exposição lá ficou por 3 semanas. Já me confirmaram que tudo acabou bem. E se tudo acaba bem...

Quanto aos letões, a herança russa parece-me-lhes (a mim e a eles) muito presente. Para o bem e para o mal. Os "bem" que vi foram o mercado (visitado diariamente!) e a arquitectura embriagada de história. Os "mal" são a falta de simpatia e educação de uma fracção menos jovem... quem os pode censurar? Nada que não se suporte. Mais difícil de suportar são as meias horas de espera em qualquer restaurante.

Se para mim Riga é o que foi, para outros Riga será a melhor cidade do Báltico para despedidas de solteiro. Sim, despedidas de solteiro (com ênfase no solteiro) a julgar pela quantidade de companhias (e massagistas) femininas oferecidas e publicitadas nos guias oficiais. Ou seja, é oficial! A qualquer hora.

Como de costume, e para que não digam "fogo, só escreve. chato d'um caneco!", seguem-se as imagens da temporada.
a zona artística, alternativa, onde a bienal se realizou

os laureados que foram a concurso

video
o sax da inauguração

o vinho

o efeito do vinho
(e assim se escreve em bom letão)

a loota em destaque

a julgar pelos preços, não se pode ser cão em Riga

o mercado

o casamento

a catedral

a vista aérea

o postal

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

adivinhem quem voltou

Adivinhem quem voltô ôô ôô, adivinhem quem voltô ôô ôô...
Eu, arrisquei assumir que só voltaria ao portugalilainen, quando a menina se disponibilizasse para um arzinho (arzinho sôa a frescura, entenda-se!) da sua graça. Demorou (tanto, que há já uma viagem a Riga que espero partilhar estes próximos dias), mas aqui fica ele, o arzinho!
Assim, nos termos da lei, o espaço que se segue é da inteira responsabilidade da interveniente (os comentários às imagens são do portugalilainen).

Depois de algumas pesquisas de voos efectuadas, muitas horas de skype, alguma ansiedade sentida eis que... chego finalmente a Oslo! À minha espera estava o tuga de Freamunde, agora viking, ex-lapão ;) Com a sua boa disposição habitual lá me guiou pela cidade até Kringsjå. Asseguro-vos que continua o mesmo! Sorridente, bem disposto, perfeitamente adaptado à cidade e à sua nova universidade. Conheci-as no dia seguinte! A primeira é pequena (cerca de 540 mil habitantes) e tem cerca de mil anos. Integrada no fiord, é bonita, airosa, multicultural, cheia de vida e de sons. A universidade também não me pareceu muito grande. Em contrapartida tem grandes salas de estudo e de computadores onde os alunos trabalham. Não vou aqui falar do sistema de ensino, pois não o conheço mas, dá para perceber algumas diferenças com o nosso. Para terem uma ideia digo-vos que o Zé participou num workshop juntamente com todos os professores, alunos e funcionários. Aqui, tal como na Finlândia, os professores, incluindo o reitor, comem à mesma mesa dos alunos e funcionários... e mais nao digo!
Em Oslo as pessoas são bonitas e simpáticas! Sorriem na rua e tomam café nas esplanadas, cobrindo as pernas com as mantinhas fornecidas. Dizem que continuam assim mesmo com as temperaturas negativas e com a neve... espero para ver!
A cidade de Edvard Munch é também a cidade das estátuas, dos espaços verdes e dos imigrantes! Mas chega de falar de Oslo, seguem-se algumas fotos e tirem vocês as conclusões!

Palácio Real (a principal rua é um prolonagmento da escadaria)

Fachada da Universidade (o campus fica a umas paragens de metro)

O Nobel Peace Center próximo da Rådhus

O Forte de Akershus fica entre portos

Pormenor no Forte

Zona de Aker Brygge com a Oslo Rådhus (câmara municipal) ao fundo

Mais um espécimen da comunidade escultórica Oslense

Aker Brygge desde o Forte

Manifestação artística na Karl Johans Gate (a rua que começa no Palácio Real e termina no tigre que se segue)

Sim, é aqui que ternmina a principal rua de Oslo, mesmo em frente à Sentralstasjon

A meio caminho entre Oslo e a ilha Hovedøya (de barco, obviamente!)

E agora para o outro lado, a ilha de Nakholmen...

Algumas amigas em Hovedøya

- A tua cara não me estranha... d'ond'é qu'eu te conheço?

De regresso a casa com substanciais melhorias no tempo e vistas para o Oslofjord!