quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

...

P'la primeira vez na Noruega os pêlos do nariz congelaram numa inspiração mais profunda.
Não que esteja muito frio, mas os pêlos estão grandes... 'tou a ficar troll. Vou cortá-los!

Imagem daqui.

... ah! E para todos os que por aqui passam (e, já agora, também para os que por aqui não passam), espero que 2009 seja o ano que cada um deseja. 

sábado, 1 de novembro de 2008

trabalhar na noruega

Antes de mais, se parou aqui (exactamente aqui) à procura das dicas siga para aqui. Continue aqui (exactamente aqui) depois das dicas.

Vamos agora ao que me interessa: o trabalho por estas bandas. E por estas bandas, não é fácil trabalhar. Parece que há muita gente interessada em migrar e eu não sei se sabem o que os espera. Tenho falado com outros migrantes e todos partilham, mais ou menos, as mesmas opiniões e todos passam, mais ou menos, pelas mesmas experiências.

Senão vejamos:

1. O Artur começa o seu trabalho e uns dias depois começa a ficar uma horita depois do horário de saída para acabar um trabalhito... e vem logo o chefe perguntar se está com demasiado trabalho, e tal, que não o quer demasiado ocupado, que a vida não é só trabalho, e tal, que vá aproveitar o sol (ou a neve), que a empresa vai contratar mais - portugueses, polacos, suecos, austríacos, alemães, lituanos, madeirenses (oops... também são tugas, não são?) - para ajudar no trabalho. Está mal. Está mal porque o Artur habitua-se a sair às 4 da tarde e depois como é? O que acontece se sair daqui? Mal habituado, está "preso" a este sistema.

2. As chefias, norueguesas ou não, não colocam pressão nenhuma sobre a Ana; e isso é mau. A Ana estava habituada a levar "na espinha" por "dá cá aquela palha" e chega aqui, passa a ser respeitada. Está mal, não acho bem. Há que aproveitar os calos de estimação criados noutros trabalhos e tirar partido deles. Isto de a deixar trabalhar ao seu ritmo não lembra ao diabo.

3. Todo o material pedido pelo Afonso para trabalhar é-lhe facultado pela empresa. Bem, esta é do arco da velha: então como pode uma empresa "fazer negócio" se dá todas as condições ao Afonso? Precisas de outro monitor? Toma! Gostavas de uma cadeira Håg Capisco na secretária ajustável em altura até ao metro e vinte? Toma! Quer se dizer: pagar mil contos por mês a um "artista" e ainda ter que gastar € 100 numa trackball para não o ter "desmotivado" parece-me, no mínimo, uma falta de respeito com o antigo patrão!

4. Todo o material desnecessário para a Catarina trabalhar é facultado pela empresa. Ah e tal, fruta a meio da semana? Sim; esta semana kiwis, na passada bananas e laranjas (por causa da vitamina C, que o Inverno está aí!). Casa de férias na montanha para uns fins de semana? Sim; é extremamente desnecessário ter a Catarina trabalho-casa, casa-trabalho. Há que lhe dar a possibilidade de, de quando em vez, desligar-se do trabalho... e da casa.

E a mim... meu deus, não há respeito nenhum! A semana passada "encomendaram" 2 dias de neve, só para estragar a minha vista d'Outuno. Deixaram tudo branco e eu agora que me amanhe... Não há direito.
(podem comparar com a velha vista)

Deixam-me o regresso a casa neste estado... tratantes!

E como se não bastasse, obrigam-me a trabalhar descalço...
que me sinto melhor assim.
Não sei se aguento muito mais tempo, arre!

domingo, 26 de outubro de 2008

outono, vaffles e trabalho

Afinal o Inverno só está à porta. Parece que não passará para o lado de cá nas próximas semanas. Pelo menos a julgar p'la temperatura dos últimos dias e p'lo estado ainda dourado (e que dourado!) da paisagem. Outono até aos ossos. 

oiro? ouro? doirado? tesouro? 

Para não "fugir" da paleta dourada em uso, aventurei-me pela doçaria e ofereci um doce com muita cenoura, alguma laranja e pouco açucar (para que eu pudesse experimentar também! Que isto de doces não me adoça o bico!) ao regresso da menina (a partir de 3 de Novembro, a nova Gestora de Projectos da FMC. Boa sorte!)

Suficientemente dourado para figurar nesta ala!

Uns dias depois, os dois, fechamos o quadro com os primeiros vaffles norugos. P'los vistos com demasiados ovos... e talvez com pouca manteiga (estamos de regresso à empreitada, volto brevemente com novidades). 

douradinho, e não é da Iglo

Entretanto, lá p'la Dyrmyrgata 47, o trabalho continua, sem grande stress que não queremos envelhecer permaturamente (ainda não. Mas que vai acelarar, isso vai!)

Vista "profissional". Que bem que se trabalha no campo (ou na montanha).

E assim vão as coisas por cá. Agora (mesmo já de seguida), vou comer os vaffles, equipar-me depois, aquecer-me, e "jogar à bola" com a equipa local (última divisão, últimos classificados, sem expectativas de melhorar) e pode ser que me inscrevam para a próxima época. Que esta findou há dias! Até lá, talvez snowfootball. Não era feio! Ou com a quantidade de tugas que já estão por cá, ainda sai uma equipa 100% lusa... se não sair um rancho. Cruz credo, canhoto!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

está à porta?

O Inverno vem a caminho. Há uma semana a temperatura desceu p'la primeira vez (depois do Verão) para valores negativos. Tenho-lhe medo: um Inverno com temperaturas médias na zona do zero é uma seca. Ou melhor, um gelo! Escorregadio, matreiro, perigoso... Nada como um Inverno abaixo dos 20 negativos (Saudades da Lapónia?).
Olhando para o último ano em Kongsberg, só pouco mais de uma semana em Dezembro registou temperaturas máximas na zona negativa dos termómetros. Aceitam-se apostas para nódoas negras devido às quedas.

"O" primeiro registo negativo.

O último ano. Comments?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

a capital do klippfisk

E não, não falo da Noruega. Bacalhau, pelo menos como o conhecemos, não se vê por estas bandas... se excluirmos Ålesund. Precisamente: Ålesund, ou Aalesund para outras configurações de teclado. Pelo menos foi o que li, numa "brochura" de gabinete de turismo. Andei por lá, mas não vi grande coisa... ou não vi mesmo nada! O bacalhau por aqui é como as bruxas: eu não acredito nele, mas que o há, há! Em 3 dias p'la costa Oeste, de Ålesund (lá estou eu outra vez com o å. Ah, à distância de um clique) a Molde, ficam na memória os fiordes recortados e um horizonte elevadíssimo e sinuoso, torturado pelos infindáveis picos. Nesta altura do ano, o tempo por lá muda de mau para péssimo e vice-versa em poucos minutos, ouvi dizer. Ainda assim, à excepção dos finais de tarde, gozei dias solarengos.
Sem klippfisk, mas com uma fartura de túneis de fazer corar as toupeiras: aliás, o maior túnel do mundo é "norugo". São 24 km p'lo ventre montanhoso. Em Ålesund (epá, o gajo não pára como os å's... 'tá-s'armar!) do aeroporto até à ciadade são dois "marítimos". Não se perfuram montanhas, perfura-se o fundo do mar! Eu sei, esta gente está habituada a furar o fundo dos oceanos... mas a ideia é que circule oil e não autocarros! De qualquer modo, não deixa de ser "estranho", saber que se está com o oceano por cima, que nos encontramos a 150, 200 ou 300 metros abaixo da água. E há-os desde Kristiansand ao Cabo Norte. Túneis e ferries! Ferries caros. E túneis caros. Usas, pagas. Segundo os locais, até que os gastos da obra sejam "cobertos". Atravessar um fiordezeco (carro e 2 passageiros) é coisa para umas 200 e poucas coroas (aprox. € 25).
O relato vai longo e logo me acusam de ser um "aborrecido"... seguem-se as fotos.


O amanhecer dos Aalesundenses


Chegada a Molde com o Seilet (Vela) Hotel ao fundo.


Uma ponte antes de mais um túnel "marítimo",
e a mudança repentina do céu.

Vista sobre o canal.


Ao final da tarde.
... não, não conheço a senhora.


Em direcção a nor... nordeste.


A "baixa" by night.
Antes deste shot, confesso que me encontrei com o fiel amigo... encontrei-o num retaurante. Não me atrevo a mostrá-lo, porque de facto, a apresentação deixou muito a desejar. Mas atesto o paladar. Gratinado (uma espécie de) em molho béchamel e com presunto (Espanhol, de certeza), acompanhado de duas fatias de pão de forma e uma TineSmør. Lá está: que o há, há!
O "postal" turístico encontram-no por aqui. Eu gosto deste.

(outro parêntesis e recado para as almas que não têm teclados portugueses e se queixam que não têm ç's de cedilha, ã's com til, ê's com circunflexo... desde que seja um teclado, podem ter å's, ø's, æ's, ö's, ä's... minúsculas, maiúsculas, e assim por diante. E comecem a escrever como deve de ser. Ou não é a língua a nossa pátria? Se não souberem como configurar o teclado vão ao Painel de Controlo e percam-se nas Definições Regionais, não precisam de decorar a tabela ASCII. Fim do recado, fecha parêntesis).


Nota de rodapé: e já lá vão mais de 2 anos desde a primeira. Começou p'la Finlândia, continua p'la Noruega, tende a acabar por Portugal, mas não sem antes experimentar outras paragens... digo eu! É portugalilainen. Não é portugisisk. Poderá ser outra coisa. É de certeza português.
Já agora, para curiosos, são bodas de algodão.

sábado, 27 de setembro de 2008

produto norueguês

E vai uma...

E vão duas...

E vão três...
... 4, 5, 6, 7, 8, 9!
E uma que se lhe escapou p'los dedos, borda fora!
À linha! Ah grande pescadora!

Depois do torsk, foi a vez da mackerel, outro dos peixes que se encontram em águas norugas para além do salmão (será o próximo). Uma pequena viagem de barco; uma pequena pausa na ilha do farol (café e biscoitos); e no regresso à pescaria cheguei a pensar que o barco se havia de afundar se a menina não parasse! À linha! Ah grande pescadora!

Se um colega "local" proporcionou a pescaria para o jantar, outro não se ficou atrás e contibuiu com outro dos ingredientes sagrados: batatas. Com algumas particularidades. As batatas foram cultivadas nos quintais de Kristiansand, mas são originárias do Congo. E não foi por se sentirem tão longe de casa que ficaram azuis... ou foi! Eu digo que foi. O frio! Quanto ao sabor... azul também. Os tomates são "nacionais", a cebola não sei. Os pickles são turcos, acho eu. Aqui fica o pitéu.

(sem photoshopada: as batatas são mesmo azuis, por dentro e por fora)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

enganei a minha mulher

Menina!... 'tás com o mesmo peso!
Menti-te, enganei-te... pronto! Calhou.

Disse-lhe que ia aqui ao cinema do burgo ver um filmezinho e acabei por ficar em casa a ver a entrevista (rtp1, Dezembro de 2006) que se segue. Além das gargalhadas (ora por me rever, ora por rever meus conhecidos nos bonecos do MEC), serviu para uma espécie de introspecção sobre a (minha) portugalidade. Eu que, desde há alguns dias, exposto a um novo cenário profissional, procuro (e assim se prevêm as próximas semanas... hei-de aqui voltar) "encaixar" num sistema que desde os primeiros momentos (já lá vai mais de um ano) eu adivinho demasiado relaxado para o meu ritmo. A vikingness já não é o que era! A ver vamos.
Voltemos a Portugal (porque é muito dificíl pensar que não se vai voltar... mesmo que seja viagem lá para o último Inverno) através dos delírios do Miguel.


Aviso à navegação: nos 68 minutos do vídeo há um intervalo de 11 para publicidade. Entre o 34º e o 45º. São 50 e poucos minutos do vosso tempo.

E aqui me confesso: sou totalmente a favor da desertificação do interior. Desde sempre! Fazem falta espaços verdes em Portugal. Com os incêndios dos últimos anos, quanto mais floresta melhor.
E mais: em Portugal (ou rodeado de portugueses), estou sempre a "martelar" no país, no pôôbu (deve ler-se mesmo assim) e em tudo o que merece a minha "martelada" (sem segundas intenções). E há tanto por onde "martelar". Começando pela casa de cada um, é claro. Mas fora, com os "estrangeiros", é ouvir-me dizer que Portugal é flor p'ra se cheirar... re-pe-ti-da-men-te. E não, não me refiro (só) ao potencial turístico (nem às flores. Nem ao futebol).
Proudly Portuguese!

domingo, 17 de agosto de 2008

migrante

Há algum tempo a esta parte que sou migrante. Esta semana mais uma vez. Migrei de Kriatiansand para Kongsberg. É provável que nos próximos meses volte a migrar... de preferência aqui para perto. Nos últimos 2 anos tem sido assim: emigrei de Portugal, emigrei da Finlândia; imigrei para a Finlândia, imigrei para a Noruega.

Mesmo país, nova cidade...
Kongsberg surgiu no séc. XVII em resultado da exploração das minas de prata. É uma cidade pequena, com cerca de 24 mil habitantes, encaixada nas margens do rio Numedalslågen. Um vale verdejante no Verão e que no Inverno pode chegar aos 20 negativos. Assim seja, por muitas e brancas semanas! Há o Kongsberg skisenter na encosta oeste da cidade, e há também por aí um clube de asa delta e parapente... no que diz respeito a desporto, a coisa promete!
No Verão há um Festival de Jazz que, pelos vistos (dizem algumas vozes) merece uma visita. Não cheguei a tempo, mas estarei cá para o ano.
Vista aérea sobre Kongsberg
("emprestada" daqui)
A "Santa Catarina" de Kongsberg

Nova cidade, novo emprego...
Para ajudar (ou justificar) a nova vida, desde ontem que sou...
Mechanical and Industrial Designer. Acabaram-se (finalmente) os descontos de estudante. Não acabaram nada, que serei estudante por mais um ano... até à entrega final, durante o Inverno Lapão!

Novo emprego, nova vida...
A mesma atitude: estamos cá para viver e não para "adiar" a vida para outras "geografias" espaciais ou temporais!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

cai neve em NY, há sol em Sorlandet!

Antes de pararmos (literariamente) aqui, uma visita a Arendal, essa localidade que não deixa saudades, para "espreitar" os treinos cronometrados do NGP (Norwegian Grand Prix, em moto-náutica, entenda-se). Em consequência, uma molha, que o céu nesse sábado não se abriu.

3 fins de semana mais tarde, voltamos a Arendal, desta vez para visitar uma amiga que "partiu" as costas durante numa "voltinha" de barco no final do NGP, ela que faz parte da organização. Não passará o resto da vida numa cadeira de rodas, mas não escapa de uns meses deitada.
Aproveitamos a visita para receber o S.S. Styrbjørn, um dos últimos e o mais forte rebocador a vapor a operar na Noruega, a 2 anos do seu centenário. Foi recuperado durante 20 anos exclusivamente por voluntários, quase todos na segunda metade da vida. Um desses voluntários, o home-do-leme, visita frequentemente Portugal, tanto que "arranha" português suficiente para manter um diálogo. Obrigado pelo convite. Fica aqui a homenagem ao responsável por carregar 300 Kg de carvão por hora na caldeira, um sénior de 78 anos. Notável!

Paremos agora, literariamente , em Kristiansand. É a 5ª maior cidade Norueguesa. A cidade floral. Um quilómetro quadrado de ruas ortogonais (o centro). Comparável a Vila do Conde, pelo rio, pelo mar... mas com muito menos praia. Mais uma cidade, para nós, temporária (Kongsberg à vista!).
Para aqueles que soltam expressões de espanto quando se pronúncia "Noruega", do género "deus ma libre... que frio! credo!" ou "ah... e lá não é sempre noite? E frio? Sempre com neve?!" ou "... da-se! Não matei ninguém p'ra ir p'ró árctico!" aqui fica a transcrição ipsis verbis de um e-mail que recebi há dias de um luso a viver numa cidade aqui do sul.

Como vai a vida por ai?
O trabalho vai bem e assim? e o verão quem diria.
Estou com um bronze do caneco... parece que estive no algarve, tenho à praia todos os dias nas últimas duas semanas. espectaculo...

De facto, espectáculo! Há sol, há Verão, há praia, há água quente, há bom tempo... até vir, naturalmente, o frio, a neve, os dias curtos e as noites longas... não tão curtos, nem tão frios, nem tão brancos quanto a norte. Ainda assim, Invernos simpáticos, esperemos.
Lund, do outro lado do rio, vista de Baneheia

Parque Baneheia: a natureza do outro lado da rua

Vista sobre o "km2", desde um miradoiro de Baneheia

Fiskebrygga (mercado do peixe). Local de eleição no Verão.

Rua em Posebyen, a parte velha da cidade

Casa típica em Posebyen
Flores, canteiros e similares. A cada esquina.

O tecido urbano mais "sólido", junto à Catedral.

A "Santa Catarina" do burgo

E tem sido assim, todos os dias, das 10 da manhã ao final da tarde.

A semana passada foi menos simpática, com os dias mais nublados e com a areia frequentemente molhada. Mas, a julgar pelas previsões, teremos ainda muitos dias para morenar a este sol que, para os mais incautos (ou distraídos... ou dorminhocos) pode deixar escaldões significativos. Eu que o diga! Para não arriscar, mais uns dias e deixo Kristiansand...

sábado, 2 de agosto de 2008

deixem-me respirar!

Ou como se pode perder a respiração!
Uf! A respiração e tudo o resto...

Não, ninguém me apertou (ou aperta) o gorgomilo. Era só o que faltava! Que este rapaz tem-no pequeno. Mas ia ficando sem ar (não por falta dele, mas porque ia sentido a respiração mais "difícil") ao saltar com a menina para cima do Kjeragbolten. Pronto! Está dito. Tudo o que se segue é deveras secundário comparado com a pose a 1000 metros de altitude (e uma hipotética queda cujo percurso não seria muito inferior, perdendo aí toda a respiração, tenho a certeza!)
Mas comecemos pelo princípio: mais uma viagem até Stavanger para, com os futuros companheiros de trabalho, encetarmos mais uma "inspecção" (acho que é "inspeção"... até receber as novas normas vou-me regendo pelas antigas) à cidade e ao Lysefjord. Depois do Preikestolen, Kjerag esperava-nos! E aí fomos nós, de carro até Lauvik e daí de ferry com destino a Lysebotn, no fim do fiorde.
Depois de passar a ponte sobre o fiorde


Uns metros à frente (ainda a paisagem era "serena")


A pouco mais de 30 minutos de viagem (para um total de 3 horas)


Lembram-se do Preiskestolen? 604 metros de altura? A rocha em cunha lá em cima! Conseguem ver os "malucos" sentados com os pés dependurados? Nem eu... mas que estavam, estavam. Estão sempre! E havia quem dissesse cá de baixo, uns minutos antes de se avistar o "púlpito", que altura andaria perto dos 300 metros... às páginas tantas, a escala empurra-nos para o "escuro" e total falta de percepção.


Ora aí estava ele: o Kjerag! 1020 metros até cá abaixo. Sem parar na casa da partida. Antes houve tempo para ver algumas das cerca de 500 focas que habitam estas águas. Mas como estavam na margem e são da cor das rochas, no foto não se distinguem...


Os 3 ou 4 pixels que interrompem a mancha azul do céu, junto ao "recorte" da montanha, têm 5 m3 . Não há imagem que consiga comunicar a imponência da "falésia". Nenhuma!


Lysebotn parece já ali. Ainda esperamos uma boa meia hora até atracarmos.


E agora desde lá de cima, com um barco lá em baixo... acho eu! Não havia de ser uma foca! Ao contrário de Preikestolen, não se diz que daqui nunca ninguém caiu. O que se pode dizer é que, os que caíram, perderam a respiração... antes de chegarem lá abaixo! Aqui (ou logo ali do outro lado do vazio) pratica-se base jumping. E mesmo com pára-quedas, alguns não a conseguiram parar e perderam a respiração!


E eu, e a menina, a dois passos (à frente ou atrás) de perder a respiração. Mas ela convenceu-me. Convence-me sempre a marota. E eu gosto!
Daqui, mais 2 horas (a referência aponta para 2h30m. Sempre a melhorar. Não vamos a estes, mas havemos de estar nos próximos Olímpicos) na caminhada de regresso sobre 2 vales até ao ponto de partida. Subidas e descidas muito, muito inclinadas, naquele que é de certeza, o país mais sólido do mundo a julgar pela quantidade, e volume, de rocha com que é feito.
De regresso a Stavanger (3 horas de carro, sem ferry) deu para, no dia seguinte, apreciar a baixa. Muito pitoresca mas sem fotografias que a bateria do telemóvel ficou lisa! Fica para outra oportunidade.
Próxima paragem: Kristiansand.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

sebastianar!

Uns dias antes das bombadas de sexta (ou da sexta de bombos), um Amigo perguntava-me como explicar a outros o que é uma vaca de fogo; como explicar o espírito dos bombos e o da marcha alegórica; como descrever o sentimento do "romeiro da casa" quando a banda toca o Hino ou a Gandarela... Como explicar a alguém o que são as Sebastianas (ajoelhem-se pagãos!). Nem eu sei caro Xôr Ferreira!Fui ao dicionário procurar o verbo sebastianar. Não encontrei nada.
Assim, faz como eu: diz-lhes (a outros) que é assim há muito tempo; que para nós, até o profano é religioso: porque lá estamos sempre, desde sempre; que as festas são da comissão (exaltem-na romeiros!); para todos, do povo para o povo; feitas de sangue suor e lágrimas e oferecidas (oferecidas, seus ingratos!) e que todos são bem-vindos (raios... agora com o acordo não sei como se escreve: se com hífen se sem hífen... adiante), todos sem excepção, pese embora às vezes pareça que não. Para o ano, Xôr Ferreira (as maiores felicidades, "quasi-festeiro") podes sempre voltar a dizer o que todos vamos dizendo (a outros): sejam bem-vindos (outra vez o acordo, carago...).

Como sempre, desde sempre, fui sebastianar. Voltei a manchar a pele (a minha e a do bombo) de sangue, que depois de começar a "bombar", as mãos já não são minhas, o bombo já não é meu, eu já não sou meu; todos somos um catrapumpum e pertencemos (entregamo-nos!) ao ritmo diabólico e infernal das nossas arrufadas... Até que não haja mais noite. Ou não caiba mais cerveja! São assim as sextas de festas! Que a festa já começou uns dias antes, e continua no sábado, e no domingo, e na segunda, e na terça.
E volta p'ró ano. E nós também. Voltamos para a Rotunda do Bombeiro (ou por lá perto) ver e ouvir o fogo de artifício, para a barraca do Moca beber umas cervejas, mas, para longe de S. Francisco que começa a ser impossível "apreciar" o corso naquela curva!
Como não andei de telemóvel em punho fui ao YouTube "sacar" uns vídeos que editei (fiz uns cuts aqui e ali sem pedir autorização aos autores - mea culpa) que deixo aqui para os outros (que nós estivemos lá!)

video
Gandarela (excerto), pela Banda de Freamunde
(Editado. Utilizador youtuve: freamundense1975)

video
Marcha Alegórica - bombos
(Editado. Utilizador youtuve: lagutrop1)

video
Haja alegria. Allez!
(Editado. Utilizador youtuve: lagutrop1)

video
E quando parece que 'tá acabado...
há ainda força mais mais uns arrufes!
(Editado. Utilizador youtuve: freamundense1975)

video
E dura, dura, dura...
(Editado. Utilizador youtuve: freamundense1975)

video
até à Vaca. Olh'á Vaaaaca!
(Editado. Utilizador youtuve: freamundense1975)

video
E a melodia que nos leva até 2009
(Editado. Utilizador youtuve: freamundense1975)

Ó Freamunde e ó Festas Sebastianas,
p'ra quem vos vê, vós sois um espelho.
Ó lindas Festas, criastes a fama,
vós sois as melhores festas do concelho!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

sexo

Depois de algumas intervenções menos "fotográficas", voltamos, 1 mês e 1 dia depois, para meia dúzia de, ou mais!, imagens nórdicas. Eu, acabadinho de sebastianar (o verbo será ilustrado nos próximos dias), relembro agora o último fim-de-semana antes da visitinha ao burgo-natal: um par de dias por Stavanger (e está completo o top 5 das cidades norueguesas - 1.Oslo, 2.Bergen, 3.Trondheim, 4.Stavanger, 5.Kristiansand) com uma visita altamente recomendável ao museu do petróleo e uma caminhada inesquecível até Preikestolen. A próxima expedição será a Kjerag, no mesmo Lysefjord. Seguem-se as imagens.
A (obrigatória) igreja algures p'lo centro (velho) da cidade.

Vista sobre o porto marítimo.

Aspecto exterior do museu do petróleo (depois dos iates!).

A caminho do "púlpito"

e lá ao fundo a aproveitar a parte plana do percurso,

até descobrir o que nos esperava...

... um estranho palco,

completamente fora de escala,

colocando-nos bem perto do "tecto",

a 604 metros de altura!

sexo, o título, é só uma estratégia para chamar atenção. Tenho a certeza que o número de visitantes vai disparar!