quinta-feira, 22 de outubro de 2009

o verão [fotografias II]

E passadas umas semanas, mais imagens.
Álbuns nos títulos. A seguir.


Julho por cá,















Praga,



Trapani,


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

o verão [fotografias I]

E passados uns dias, as imagens
Como estou a ficar cada vez mais relaxado (leia-se 'norugo'), a primeira série de fotos (álbum completo aqui), da autoria do meu Irmão, é aqui colocada sem a sua autorização prévia. Ossos do delfim. São uma boa ilustração do que lhe ficou na retina (ou no jpg) durante a semana em que o tive (e à minha mãe) aqui.


Paisagem típica pelo vale do Numedalslågen


Lusco-fusco em Kbg


Mais um túnel (são incontáveis)


O postal da Ópera


O bunad na Ópera

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

o verão [texto]

Dois meses (dois e tal!) depois da última aparição é tempo de voltar para acalmar as hostes. Prevejo um texto longo, em forma de resumo, cronologicamente ordenado, e começando exactamente onde o último terminou.

Assim, depois de Bremen, recebi a visita do mãe e do mano: uma semana com um par de viagens a Moss, uma visita aqui às minas de prata, visitas a Dramem e a Oslo, e umas corridas de bicicleta pelas colinas vizinhas. Apesar do bom tempo que esteve, a experiência de alguma "chuva de Verão" deu para mostrar que tempo estável por aqui é um "luxo". P'lo menos no Verão.


Entre o regresso da família a Portugal e a nossa partida à família, tivemos uma semana muito boa. [Começa a ser recorrente usar o estado do tempo para julgar um dia: um dia bom não é um dia em que o trabalho correu bem, em que se recebe uma boa notícia, em que se ganhou a lotaria; um dia bom e um dia em que o céu não está nublado. Ponto.] Ou seja, a semana boa quer dizer que o tempo esteve fixolas pintarolas. E boa também porque o Festival de Jazz, não sendo nada que se compare aos festivais tugas, teve pelo menos o mérito de trazer o puôbo à rua, coisa rara por aqui. Rara porque a malta sai de casa directamente para o mato, uma vez que é no meio do mato que a grande maioria vive (xiiiiiiiiiiiiiii... que má língua. Pimenta, pimenta. Pimenta na língua para aprender!).


Umas semanas depois de ter cá a família, a família teve-nos lá. As típicas férias de Verão. Ainda em tempo de sebastianar (menos do que tem sido "obrigatório") descemos à capital. Posso agora dizer que os nomes Castelo de São Jorge, Prazeres, Bairro Alto, Rossio, Terreiro do Paço, Belém, Alfama, Alcântara, Lapa e muitos outros, deixaram de ser nomes soltos para se enquadrarem no mesmo mapa. As idas à praia foram um miminho e as visitas a amigos deliciosas. Wim Wenders tem razão: a luz de Lisboa é especial. O seu a seu dono.
Um dia em Sesimbra foi suficiente para sentir a praia e a serra. Outro dia em Óbidos para provar uma ginginha e comprar uns recuerdos. Mas quem é do Norte é-o sempre, e, sendo como nós, sempre lá regressa (até um dia!).
Mais família e amigos, com alguma família e alguns amigos a reclamarem tempo d'antena. E nós nunca chegamos para as encomendas, que diabo! Em última instância (palavra gira, instância), a distância daqui lá é tanta como a de lá aqui. São todos muito bem-vindos!


Entretanto a menina, a filha e a mãe, viajaram até cá, enquanto eu planava pela primeira vez por minha conta. É indiscritível o gozo de voar. E por isso escuso-me a qualquer descrição (menos um ror parágrafos para escrever). Não fui a tempo de conseguir a licença, mas vou conseguir tornar-me independente aqui pelas encostas de Hvittingfoss. A coisa promete! Licença "noruga" para voar.


O oitavo mês foi de regresso a casa e ao trabalho. Entretanto a mãe da menina regressou com alguma preocupação e ansiedade à mistura. Mais umas semanas e as mães hão-de sossegar! Agosto foi (que se lixe a casa e o trabalho!) um mês de "rabinho tremido". É que em Agosto houve uma viagem a Praga e outra (vez) a Ålesund. Ainda Setembro vai no adro e acabamos de chegar de Trapani, Sicília! Sem me alongar muito em descrições e/ou pormenores, ficam aqui alguns palavras presas a cada uma das cidades,
: gentes antipáticas, cicatrizes soviético-comunistas, urbanismo/edifícios muito bonitos, demasiados turistas (mea culpa que lá fomos num fim-de-semana d'Agosto) - para Praga que havemos de lá voltar;
: chuva, chuva, chuva - para Ålesund;
: ruas sujinhas q.b., trânsito quase caótico, centro histórico cuidado, mar quente, peixe fresco - para a Trapani, um óptimo destino para férias de praia e boa comida.
Entre Praga e Ålesund, recebemos a família Peres cá. Regressaram ao Sul com o espanto das  paisagens oferecidas pelo percurso "Norway in a nutshell", e com a sensação de que aqui, a vida acontece ao ritmo das águas dos lagos. Obrigado p'la visita.


Segue-se para os próximos dias (dias e não semanas) o foto-post deste Verão. Até já!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

o prometido é de_vid(r)o

É sim senhor!
Por partes, então. A viagem a Bremen. Depois do dia nacional noruguês (sobre o qual não vou tecer qualquer comentário, porque não acrescento nada ao que podem encontrar noutros sítios. Escuso-me a replicar informação gratuitamente!), e aproveitando viagens lacoste (low-cost, ou que quer que isso seja) demos um saltinho a Bremen, Alemanha. Não havia motivo nehum, necessidade nenhuma de foro nenhum, pressa nenhuma em visitar germânicos nenhuns. Mas fomos. Foi "lacoste", e fomos. Ficámos surpresos por encontrar tão poucos germânicos a falar inglês; ficámos surpresos por quase toda a televisão germânica estar dobrada em germânico (por ouvir o Al Pacino carregar nos r's como se tivesse catarro); ficámos surpresos com o bairrismo local; surpreendidos com os festejos pela vitória do Werder Bremen na final da Taça germânica; e finalmente, surpreendidos com uma chuva "grossa" que acinzentou o final do fim de semana.
Os famosos músicos de Bremen

Os famosos adeptos do Bremen

À entrada de Böttcherstrasse

Algures na Böttcherstrasse

Algures no Universum

À entrada do Universum

E a chuvinha "grossa"


Continuando por partes.
Descubra as diferenças!
Passatempo A

Passatempo B


Outra parte: gå på tur. Que é como quem diz, caminhar nas montanhas. Pelas diferenças que tenho a certeza descobriram (!), esquia-se no Inverno - o Branco - e no Verão - o Inverno Verde - procuram-se bandeiras estrategicamente distribuídas (leia-se escondidas). De mapa numa mão, bússola na outra, sandochas na mochila, mochila nas costas, mosquitos nas pernas e mordidas nos pescoço, aí vamos nós por entre árvores e serpentes à cata de mais uma bandeira. Linha! Linha completa. Siga para bingo.
Floresta miniatura

Mais um esforço até ao topo

Até à primeira "bandeirada"

Serpentes escondidas

Serpentes venenosas

Outras "serpentes"

Hva?!


Parte última:
última! Depois dos poucos dias de tempo instável da semana passada, da visita do Nakata e da Bel (ah, saudades!), dos arco-íris, e das noites que são só lusco-fusco (nada que se assemelhe com sol à meia-noite. Nem de perto, nem de longe!), vem aí uma onde de calor. Coisa para empurrar o mercúrio, com muitíssimo esforço, até aos 30º Celsius, dizem.

15-06-2009, 23:00 CET

A "coroa" da minha rainha!

Por via das dúvidas o melhor mesmo é não arriscar e rumar até à terra natal para sebastianar. É garantia de que o mercúrio vai rebentar! Até já.

terça-feira, 9 de junho de 2009

teaser

... muito ocupado com pouco trabahlo. É a minha expressão profissional preferida! E tem sido de facto assim.
Como as queixas a propósito da "habitual estagnação temporária" (palavras minhas para serem lidas mais do q uma vez!) ultrapassaram as barreiras domésticas e tenho sido perseguido e pressionado dentro da própria casa para actualizar o blog, fica aqui a promessa de o fazer brevemente.
Acontece que, a par da consumição profissional, o Verão está cá em peso e as horas livres têm que se passar lá fora, atrás da máquina fotográfica e não à frente de um flat screen!
Ainda assim, fica a promessa de um relato fotográfico de uma curta viagem a Bremen, de um passatempo de "descobra as diferenças", de umas fotos das recentes caminhadas por estes montes e vales, e talvez ainda um demonstração desconcertante do que é ser-se "norugo"!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

páscoa sueca

Conto já com 32 páscoas. A menina conta com... huups, mudemos de assunto. Adiante. Páscoas, escrevia eu. Na última fomos a Gotemburgo (Gøteborg em sueco). Viagem fácil, curta, simpática. 4:45 enfiámo-nos no swede. Uma centena de quilómetros até Sandefjord. 6:15 atrevemo-nos na "barriga" do M/S Bohus e às 7:00 zarpámos em direcção a "mar" sueco.
10-04-09 07:37
9:30 estávamos só à espera que as [com]portas se abrissem para que em Strömstad nos iniciássemos em estradas suecas. 12:00 e pouco mais de 160 km depois perdíamos a (melhor) saída para (o centro de) Gotemburgo. Nada que não se recuperasse nos 15 minutos seguintes.
Gotemburgo naqueles dias santos (santos também pelo tempo primaveril) adornou-se dos seus e de nós também. Por dentro e por fora.
10-04-2009 13:08
10-04-09 14:24
Os dias seguintes passaram-se n'algumas compras, mas muito menos do que a passearmo-nos pelas principais avenidas e praças da número 2 sueca. Compras? Na Suécia?! Credo! Estaremos a ficar norugos? A "fugir" até à Suécia para comprar? E aproveitar as lojas tax-free do ferry? Principalmente para abastecer a adega? Tráfico? Nãããã... Claro que não! A verdade é que os preços suecos são, grosso modo, 10% a 15% mais baixos.
Não é difícil ver um Ferrari, Porshe ou Corvette nas ruas de Gotemburgo; não é fácil conduzir em Gotemburgo (quero um GPS no meu aniversário); não é difícil contar 7 Volvos por cada 10 carros parados num semáforo vermelho em Gotemburgo; não é fácil encontrar passadeiras nas ruas de Gotemburgo; não é difícil "ver" o centro a pé; não é fácil apaixonarmo-nos por Gotemburgo em dias santos... Eu? Não.
10-04-2009 14:10
10-04-2009 14:17
11-04-2009 19:04
No regresso, em Bohus (a localidade e não o ferry) descobrimos que a fortaleza construída por norugos, nunca foi vencida, apesar das inúmeras tentativas. Ainda assim, não é a primeira vez que é sueca.
12-04-2009 14:46
No dia de Páscoa, às 17:00 estávamos já à espera do M/S Color Viking que nos haveria de levar direitinhos à experiência de sermos controlados na alfândega. Acho que fomos escolhidos porque eu viajei com um look meio-muçulmano-trafulha-chico-esperto-estranja-terrorista-traficante-tratante (barba comprida, cabelo não menos curto...) Perguntas de rotina: quem são? De onde vêm? Para onde vão? (o Bocage, com uma arma apontada à cabeça, teria respondido: Sou o Bocage, venho de café Nicola e vou para o outro mundo se disparares a pistola!). Foi desagradável só porque nos atrasaram 30 minutos com a revista ao swede... mas foram simpáticos. O costume.
12-04-2009 17:28

segunda-feira, 13 de abril de 2009

este blog é uma vergonha!

este blog é uma vergonha! (foi assim que comecei, e imediatamente fiz um copy-past para o title). Porque, de facto é! Há mais de um mês que não aparece nada aqui, quando de facto, tem havido muito para "partilhar". Por exemplo, cheguei ontem de alguns dias em Gotemburgo, e temo que a partilha seja feita daqui a umas semanas... inclassificável, imperdoável, im... meu caro portugalilainen!
Que partilho eu hoje, então? Se Gotemburgo fica para daqui a umas semanas, partilho qualquer coisa do mês passado: a saber, o encerramento oficial do Inverno (todos sabem) e o da minha época de esqui. Foi-se. Para Novembro há mais!
Começo p'lo Inverno. Acabou, é certo, mas a Primavera ainda não chegou. Ou melhor: chegou (
oficialmente, todos sabem), mas sem cheiro. Ou melhor: vem a caminho. No fundo, vivemos no hiato entre a partida e a chegada, na transição, na metamorfose... à espera. E como irrita ficar à espera. Desespero!
[nota: quanto mais depressa mais devagar. Ontem fiquei sem "net"; até aqui é d'ontem, daqui para a frente é d'hoje. Continuemos...]
Assim, perdido o fio à meada, ficam aqui as fotos do último fim de semana de Março em Hemsedal, e a promessa de mostrar aqui uns vídeos marotos das últimas horas da época, em Kongsberg, uma semana antes da Páscoa.
O topo mais alto (Totten, 1497 m)
off-piste soberbo: neve virgem e fofa a dar p'los joelhos!

O topo mais baixo (Røgjin, 1370 m).
Totten fica mais ou menos ao centro, acima das nuvens.

A saída no topo Tinden (1444 m).

E, p'la primeira vez neste blog, eu!
(à saída de Tinden, para mais uma descida!).
Só lá faltou a menina.

domingo, 8 de março de 2009

onde está o swede?


Não, não é o Wally... O swede; onde está o swede?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

um dia nas rampas

Sim, rampas. Não confundir com Ramblas.
Para os mais distraídos, é bom saber que Kongsberg tem neve até à ponta dos cabelos. Literalmente; e não é necessário nem ser baixo (referência escusada à altura da menina) nem atirarmo-nos ao chão (outra referência escusada, desta vez às minhas quedas). Que fazer então numa cidade "dominada" por engenheiros? En-ge-nhei-ros (e ainda dizem que não há inferno?). É urgente legislar para que por cada "marmanjo" que entre em engenharia se lhe "ajunte" uma "piquena"? Tipo discoteca: Ah e tal não está acompanhado? Ah não? Então não entra. Pumba!
... onde ia eu? Pois... Kongsberg, cidade a abarrotar de engenheiros, parco em enfermeiras. Enfermeiras? Oh diabo!!! Sim, há dias dizia-me um colega da bola: aqui há os engenheiros do parque industrial e as enferneiras do hospital. Sendo que por cada engenheiro há p'rái menos de 1/4 de enferneira (e ainda dizem que não há inferno!).
... onde ia eu? Pois... Kongsberg, cidade a abarrotar de neve, parco em enfermeiras. Que fazer aqui, então? Cada um sabe de si. Eu, que até nem nutro grande "admiração" por enfermeiras, tenho andado desde o início de Dezembro a tentar partir a outra clavícula. Como? A esquiar (n)as rampas.
Acontece que o resort dista mais do que uma hora, a pé, de casa. Vou de autocarro, à boleia, mas vou. Comprar as subidas não é barato. Alugar o equipamento também não. Ele é o esqui, a bota, os bastões, o outro esqui, a outra bota, o capacete, a máscara, o gorro, o kit de primeiros socorros, o GPS, o mapa do tesouro... ok, ok. Menos, mas ainda assim muita coisa! Depois de algumas idas já havia gasto o suficiente para comprar o equipamento todo (incluíndo o mapa do tesouro).
Prevendo que mais cedo ou mais tarde (mais cedo do que mais tarde) teria que comprar tudo, como haveria depois de carregar o equipamento? O autocarro não passa em frente a casa, é tudo pesado e difícil de transportar... só havia uma solução: comprar uma bicicleta e um atrelado! Mas depois de ver o preço das bicicletas, desisti dos atrelados também. E havia carros mais baratos. Fui a Oslo ver um carro com preço inferior ao de algumas bicicletas (não estou a "reinar") e, como me perdi a tentar convencer o dono que eu percebo de mecânica, sem sucesso, acabei por perder também o último comboio para casa. Não tive alternativa: tive mesmo que comprar o carro se queria vir dormir a casa. Oh lar, doce lar! Os carros aqui são vendidos com 9 pneus: 1 sobresselente; 4 para o Inverno e outros 4 para o Verão. P'lo preço de uma bicicleta não está mau...
Depois do carro, veio o presente mais apreciado nos últimos anos, com a devida vénia à própria menina, minha senhora: um par de esquis que eu "namorei" nos últimos meses. Novinhos. Espectáculo! No dia em que os recebi, dormi a correr e sonhei com eles. Agora, "calçado" num par de [botas "montadas" nuns] esquis, tenho tentado partir uns ossos. Sem sucesso, felizmente.
1: retira-se 15 cm de neve e descongela-se o carro; carregue-se todo o material e siga que se faz tarde.

2: tira-se o material do carro, salta-se p'ra dentro da botas e p'ra cima dos esquis; luvas, máscara, capacete, bastões, 'termos' com o leitinho, biscoitos do pequeno almoço, manual de instruções, etc.

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3: salta-se para cima do elevador, e sobe-se... 2 kms.
Uns sobem, outros já descem.
Alegoria da vida!

4: a meio camimho, vira-se p'ra trás, tira-se uma foto e grita-se:
- Jeg kan se meg hjem herfra!

5: depois de se chegar ao topo, sair do elevador em modo "trapalhão", atropelar dois putos reguilas e uma velhinha, quase arrancar a própria orelha no choque contra um pinheiro, consegue-se parar com um certo equilíbrio (não é que seja minha culpa, é só o meu estilo) e tira-se uma foto para esquerda.

6: e outra para a outra esquerda.

7: sai-se de pista, para experimentar paisagens novas, neve nova e novas quedas. Lindo!

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[video6] 8: volta-se à pista e tenta-se atropelar mais um fedelho.

9: à enésima descida pára-se antes dos últimos 100 metros para mais uma foto.

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10: descalçam-se as botas, arruma-se a tralha e siga p'ró quentinho de casa; oh lar, doce lar!

A caminho, há ainda tempo para uns postalecos d'Inverno: