Mas hoje é também dia de "assumir" uma nova fase que passa por um afastamento da Finlândia e um estreitamento com a Noruega. É público (se não o for, será) que "admiro" a tal de finnishness (como me orgulho da nossa portugalidade). Ainda não descobri a alma dos viks (por falta de experiência?), ou ainda não me apaixonei por ela (a alma), mas nem só por paixão às almas me movo; movo-me também por paixão a mim mesmo, qual Narciso!
Quero com isto fazer uma vénia, ao bom estilo medieval, à finnishness e esperar que a vikingness me afecte do mesmo modo! Elas, estas -ness, não são diferentes em tudo: as duas consomem quantidades industrias de álcool ao fim-de-semana com o objectivo único de se "inconsciencializar" (não acho mal, mas não pactuo), as duas pensam green (o que me agrada bastante), as duas são honestas, nas duas se cultiva o respeito e a igualdade (que tanta falta que faz na portugalidade). Mas há também diferenças substanciais: no país dos fiordes (os de cá) o "pôbo" é alegre, social, "latino", fútil, mimado; no país dos milhões de telemóveis (os de lá) aprecia-se o silêncio e a sauna, as portas abrem sempre para fora e as chaves das fechaduras só existem ali, cultiva-se a distância e a própria finnishness.
Ainda assim, todos, em algum ponto, têm razões de queixa. Eu gostei muito, muito, do modo como os de lá resolveram reclamar ao mundo (o mundo deles, claro está: para eles as coisas não se estendem entre o certo e o errado; estendem-se entre a finnishness e o todas as outras -ness, sejam elas quais forem). Não deixa de ser excelente auto-retrato (das gentes de Helsínquia).
HYVÄÄ SUOMI!
Helsinki Complaints Choir
Helsinki Complaints Choir
Aviso à navegação: vou estar uma semana (com a menina) em Junho (19-25) pela nossa Lusitânia e outra (sozinho) em Julho (10-14) para sebastianar. As inscrições para café estão abertas!



