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sábado, 2 de agosto de 2008

deixem-me respirar!

Ou como se pode perder a respiração!
Uf! A respiração e tudo o resto...

Não, ninguém me apertou (ou aperta) o gorgomilo. Era só o que faltava! Que este rapaz tem-no pequeno. Mas ia ficando sem ar (não por falta dele, mas porque ia sentido a respiração mais "difícil") ao saltar com a menina para cima do Kjeragbolten. Pronto! Está dito. Tudo o que se segue é deveras secundário comparado com a pose a 1000 metros de altitude (e uma hipotética queda cujo percurso não seria muito inferior, perdendo aí toda a respiração, tenho a certeza!)
Mas comecemos pelo princípio: mais uma viagem até Stavanger para, com os futuros companheiros de trabalho, encetarmos mais uma "inspecção" (acho que é "inspeção"... até receber as novas normas vou-me regendo pelas antigas) à cidade e ao Lysefjord. Depois do Preikestolen, Kjerag esperava-nos! E aí fomos nós, de carro até Lauvik e daí de ferry com destino a Lysebotn, no fim do fiorde.
Depois de passar a ponte sobre o fiorde


Uns metros à frente (ainda a paisagem era "serena")


A pouco mais de 30 minutos de viagem (para um total de 3 horas)


Lembram-se do Preiskestolen? 604 metros de altura? A rocha em cunha lá em cima! Conseguem ver os "malucos" sentados com os pés dependurados? Nem eu... mas que estavam, estavam. Estão sempre! E havia quem dissesse cá de baixo, uns minutos antes de se avistar o "púlpito", que altura andaria perto dos 300 metros... às páginas tantas, a escala empurra-nos para o "escuro" e total falta de percepção.


Ora aí estava ele: o Kjerag! 1020 metros até cá abaixo. Sem parar na casa da partida. Antes houve tempo para ver algumas das cerca de 500 focas que habitam estas águas. Mas como estavam na margem e são da cor das rochas, no foto não se distinguem...


Os 3 ou 4 pixels que interrompem a mancha azul do céu, junto ao "recorte" da montanha, têm 5 m3 . Não há imagem que consiga comunicar a imponência da "falésia". Nenhuma!


Lysebotn parece já ali. Ainda esperamos uma boa meia hora até atracarmos.


E agora desde lá de cima, com um barco lá em baixo... acho eu! Não havia de ser uma foca! Ao contrário de Preikestolen, não se diz que daqui nunca ninguém caiu. O que se pode dizer é que, os que caíram, perderam a respiração... antes de chegarem lá abaixo! Aqui (ou logo ali do outro lado do vazio) pratica-se base jumping. E mesmo com pára-quedas, alguns não a conseguiram parar e perderam a respiração!


E eu, e a menina, a dois passos (à frente ou atrás) de perder a respiração. Mas ela convenceu-me. Convence-me sempre a marota. E eu gosto!
Daqui, mais 2 horas (a referência aponta para 2h30m. Sempre a melhorar. Não vamos a estes, mas havemos de estar nos próximos Olímpicos) na caminhada de regresso sobre 2 vales até ao ponto de partida. Subidas e descidas muito, muito inclinadas, naquele que é de certeza, o país mais sólido do mundo a julgar pela quantidade, e volume, de rocha com que é feito.
De regresso a Stavanger (3 horas de carro, sem ferry) deu para, no dia seguinte, apreciar a baixa. Muito pitoresca mas sem fotografias que a bateria do telemóvel ficou lisa! Fica para outra oportunidade.
Próxima paragem: Kristiansand.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

adivinhem quem voltou

Adivinhem quem voltô ôô ôô, adivinhem quem voltô ôô ôô...
Eu, arrisquei assumir que só voltaria ao portugalilainen, quando a menina se disponibilizasse para um arzinho (arzinho sôa a frescura, entenda-se!) da sua graça. Demorou (tanto, que há já uma viagem a Riga que espero partilhar estes próximos dias), mas aqui fica ele, o arzinho!
Assim, nos termos da lei, o espaço que se segue é da inteira responsabilidade da interveniente (os comentários às imagens são do portugalilainen).

Depois de algumas pesquisas de voos efectuadas, muitas horas de skype, alguma ansiedade sentida eis que... chego finalmente a Oslo! À minha espera estava o tuga de Freamunde, agora viking, ex-lapão ;) Com a sua boa disposição habitual lá me guiou pela cidade até Kringsjå. Asseguro-vos que continua o mesmo! Sorridente, bem disposto, perfeitamente adaptado à cidade e à sua nova universidade. Conheci-as no dia seguinte! A primeira é pequena (cerca de 540 mil habitantes) e tem cerca de mil anos. Integrada no fiord, é bonita, airosa, multicultural, cheia de vida e de sons. A universidade também não me pareceu muito grande. Em contrapartida tem grandes salas de estudo e de computadores onde os alunos trabalham. Não vou aqui falar do sistema de ensino, pois não o conheço mas, dá para perceber algumas diferenças com o nosso. Para terem uma ideia digo-vos que o Zé participou num workshop juntamente com todos os professores, alunos e funcionários. Aqui, tal como na Finlândia, os professores, incluindo o reitor, comem à mesma mesa dos alunos e funcionários... e mais nao digo!
Em Oslo as pessoas são bonitas e simpáticas! Sorriem na rua e tomam café nas esplanadas, cobrindo as pernas com as mantinhas fornecidas. Dizem que continuam assim mesmo com as temperaturas negativas e com a neve... espero para ver!
A cidade de Edvard Munch é também a cidade das estátuas, dos espaços verdes e dos imigrantes! Mas chega de falar de Oslo, seguem-se algumas fotos e tirem vocês as conclusões!

Palácio Real (a principal rua é um prolonagmento da escadaria)

Fachada da Universidade (o campus fica a umas paragens de metro)

O Nobel Peace Center próximo da Rådhus

O Forte de Akershus fica entre portos

Pormenor no Forte

Zona de Aker Brygge com a Oslo Rådhus (câmara municipal) ao fundo

Mais um espécimen da comunidade escultórica Oslense

Aker Brygge desde o Forte

Manifestação artística na Karl Johans Gate (a rua que começa no Palácio Real e termina no tigre que se segue)

Sim, é aqui que ternmina a principal rua de Oslo, mesmo em frente à Sentralstasjon

A meio caminho entre Oslo e a ilha Hovedøya (de barco, obviamente!)

E agora para o outro lado, a ilha de Nakholmen...

Algumas amigas em Hovedøya

- A tua cara não me estranha... d'ond'é qu'eu te conheço?

De regresso a casa com substanciais melhorias no tempo e vistas para o Oslofjord!