Mostrar mensagens com a etiqueta tromso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tromso. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de fevereiro de 2007

ah...é Noruega!

Quinze a zero como dizia o fétido (... arre! Sai um dicionário por favor!). Mas é de facto assim: quinze a zero. Há dois fins-de-semana, depois da deliciosa temporada lusa, fui com mais dois autocarros de finns (e alguns candidatos a) até Tromso com a desculpa (sejamos honestos: foi só uma desculpa. Patrocinados por uma qualquer desculpa dispomo-nos facilmente a outras desculpas...) de assistir ao Festival Internacional de Cinema. Foi com um certo e estranho orgulho que vi na lista de filmes em competição Juventude em Marcha (com a tradução Colossal Youth) do realizador português Pedro Costa (pese embora eu não fazer e mínima ideia da existência do homem... de qualquer modo!). Lamentavelmenente só o vi na lista. Nas salas vi com desencanto meia dúzia de débeis curtas-metragens, amenizadas pela longa do Lee Jones. Saímos cá do arrabalde numa sexta às 6:00, GMT +2:00, e chegámos ao destino às 14:30 GMT +1:00 (GMT? Parece sigla de organização rural: Gengibre Milho e Tubérculos, ou de gang lisboeta: Grunhos Marretas e Tansos). É impressionante como se percebe o momento exacto em que se entra na Noruega (além , obviamente, do painel que diz "Velkommen å Norge"). Pela estrada (tão branca que quase se dilui no fundo) até Kilpisjärvi é Finlândia, vêem-se árvores, e depois das árvores arbustos e sempre, umas e outros nesta altura do ano, escondidos por um manto impressionante da mais branca neve e abrigados por um céu difuso, nublado, escuro (mas não tanto!). É fácil gostar (da imensidão) da Lapónia finlandesa. O painel de boas-vindas (que deve existir, mas confesso que não o vi; talvez por se encontrar camuflado no fundo branco) anúncia a geografia norueguesa, espectacularmente acidentada. O momento exacto em que nos encontramos na Noruega é aquele em que surge a primeira descida e percebemos que estamos numa montanha. E daí para a frente é uma atrás da outra, e todas recortadas ao sabor dos caprichos de um "louco". É como viajar por entre enormes bolos de chocolate cobertos de chantilly. Por entre todo este chocolate circulam serenas massas de água que se recusam a congelar; há quem lhes fiordes. Os caprichos do "louco" imposeram que algumas destas montanhas sejam ilhas. Tromso é uma cidade na encosta de uma ilha. São 60 mil pessoas que sorriem umas para as outras (e para mim!) na rua com passeios aquecidos! Haja simpatia; esta gente é do Norte! Esta gente não se refugia na escuridão. Esta gente sorri mesmo com o sol recluso das montanhas há 3 meses (foi libertado nesse domingo pela primeira vez este ano!). Esta gente bebe café a sério, vive a rua com a mesma intensidade de um latino e com o mesmo rigor de um nórdico, quer sejam 2 da tarde ou 2 da manhã. Esta gente vive! Para esta gente, quinze! De volta ao lar (saída ao início da tarde) foi um "re-assemble on reverse order!" com muito sono pelo caminho e chegada ao início de segunda-feira, às 0:30 Ganapos Munidos de Trancas (malta da Sé, caraaago!) +2:00. Quase sem dormir (toda a madrugada a fazer o kotityötä), às 8:00 já picava o ponto: Huomenta!