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sábado, 27 de setembro de 2008

produto norueguês

E vai uma...

E vão duas...

E vão três...
... 4, 5, 6, 7, 8, 9!
E uma que se lhe escapou p'los dedos, borda fora!
À linha! Ah grande pescadora!

Depois do torsk, foi a vez da mackerel, outro dos peixes que se encontram em águas norugas para além do salmão (será o próximo). Uma pequena viagem de barco; uma pequena pausa na ilha do farol (café e biscoitos); e no regresso à pescaria cheguei a pensar que o barco se havia de afundar se a menina não parasse! À linha! Ah grande pescadora!

Se um colega "local" proporcionou a pescaria para o jantar, outro não se ficou atrás e contibuiu com outro dos ingredientes sagrados: batatas. Com algumas particularidades. As batatas foram cultivadas nos quintais de Kristiansand, mas são originárias do Congo. E não foi por se sentirem tão longe de casa que ficaram azuis... ou foi! Eu digo que foi. O frio! Quanto ao sabor... azul também. Os tomates são "nacionais", a cebola não sei. Os pickles são turcos, acho eu. Aqui fica o pitéu.

(sem photoshopada: as batatas são mesmo azuis, por dentro e por fora)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

cai neve em NY, há sol em Sorlandet!

Antes de pararmos (literariamente) aqui, uma visita a Arendal, essa localidade que não deixa saudades, para "espreitar" os treinos cronometrados do NGP (Norwegian Grand Prix, em moto-náutica, entenda-se). Em consequência, uma molha, que o céu nesse sábado não se abriu.

3 fins de semana mais tarde, voltamos a Arendal, desta vez para visitar uma amiga que "partiu" as costas durante numa "voltinha" de barco no final do NGP, ela que faz parte da organização. Não passará o resto da vida numa cadeira de rodas, mas não escapa de uns meses deitada.
Aproveitamos a visita para receber o S.S. Styrbjørn, um dos últimos e o mais forte rebocador a vapor a operar na Noruega, a 2 anos do seu centenário. Foi recuperado durante 20 anos exclusivamente por voluntários, quase todos na segunda metade da vida. Um desses voluntários, o home-do-leme, visita frequentemente Portugal, tanto que "arranha" português suficiente para manter um diálogo. Obrigado pelo convite. Fica aqui a homenagem ao responsável por carregar 300 Kg de carvão por hora na caldeira, um sénior de 78 anos. Notável!

Paremos agora, literariamente , em Kristiansand. É a 5ª maior cidade Norueguesa. A cidade floral. Um quilómetro quadrado de ruas ortogonais (o centro). Comparável a Vila do Conde, pelo rio, pelo mar... mas com muito menos praia. Mais uma cidade, para nós, temporária (Kongsberg à vista!).
Para aqueles que soltam expressões de espanto quando se pronúncia "Noruega", do género "deus ma libre... que frio! credo!" ou "ah... e lá não é sempre noite? E frio? Sempre com neve?!" ou "... da-se! Não matei ninguém p'ra ir p'ró árctico!" aqui fica a transcrição ipsis verbis de um e-mail que recebi há dias de um luso a viver numa cidade aqui do sul.

Como vai a vida por ai?
O trabalho vai bem e assim? e o verão quem diria.
Estou com um bronze do caneco... parece que estive no algarve, tenho à praia todos os dias nas últimas duas semanas. espectaculo...

De facto, espectáculo! Há sol, há Verão, há praia, há água quente, há bom tempo... até vir, naturalmente, o frio, a neve, os dias curtos e as noites longas... não tão curtos, nem tão frios, nem tão brancos quanto a norte. Ainda assim, Invernos simpáticos, esperemos.
Lund, do outro lado do rio, vista de Baneheia

Parque Baneheia: a natureza do outro lado da rua

Vista sobre o "km2", desde um miradoiro de Baneheia

Fiskebrygga (mercado do peixe). Local de eleição no Verão.

Rua em Posebyen, a parte velha da cidade

Casa típica em Posebyen
Flores, canteiros e similares. A cada esquina.

O tecido urbano mais "sólido", junto à Catedral.

A "Santa Catarina" do burgo

E tem sido assim, todos os dias, das 10 da manhã ao final da tarde.

A semana passada foi menos simpática, com os dias mais nublados e com a areia frequentemente molhada. Mas, a julgar pelas previsões, teremos ainda muitos dias para morenar a este sol que, para os mais incautos (ou distraídos... ou dorminhocos) pode deixar escaldões significativos. Eu que o diga! Para não arriscar, mais uns dias e deixo Kristiansand...